Saudoso do Piauí, reviro a internet em busca de algo que me acalme a nostalgia. Nada… nada me toca. Nem o porno. Estou chateado, vou chutar lata! Pego no casaco, calço as ÓU IXTÁH de cordões já apertados e saio de casa com uma maçã na boca (áima pig). Deambulo pelas ruas, não penso, esvazio a mente, processo apenas o presente. Paro. O meu faro desperta, fico alerta, estou diante uma banca de jornais e revistas. Procuro por pistas, entro, pergunto ao defunto atrás do balcão se tem alguma publicação relacionada com o Piauí. “Relacionada não. Chamada… sim”. Revista Piauí?! Ah, meu…! Para meu espanto o morto-vivo retira uma revista tamanho A3 da estante mais remota da banca (banca rota?), toda colorida, com um grafismo familiar, que me lembra a MAD, num papel meio Pulp. Olho, sinto-a nas minhas mãos… Piauí_39, diz na capa. Pergunto quanto é ao zombie. “9,95R$”. Barato, compro, deixo os cinco centavos de troco ao homem e corro para casa, carregando o meu querido filho adoptado nos meus braços, a Revista Piauí. É já a minha revista brasileira preferida. Descobri-a por mim, aconselho-vos a mesma experiência. Leiam e saberão do que se trata.

