Amor na rede
Baloiçavam os dois, abraçados. Olhavam-se, sorriam, mostravam o que sentiam, bebiam de boca na boca o néctar que tanto queriam. A noite tímida não passava, o tempo abrandava, não se escutava nada lá fora. Mas de hora em hora ouviam o sino, um despertador pequenino lá longe, lembrando que o tempo foge. Se fosse hoje baloiçavam mais, mesmo sem vento, mesmo sem paz… Não. Se fosse hoje a rede lá estaria, pendurada, vazia. E os dois deitados na cama, beijavam-se, gemiam, mostravam o que sentiam…
